Arquivo da tag: brasil

ROTA DAS EMOÇÕES – Paisagens deslumbrantes, aventura e ecoturismo

Data da viagem: 07/2017

Quando resolvemos viajar em julho e decidido que seria no Brasil, comecei a pesquisar destinos recomendados para essa época do ano e chegamos aos Lençóis Maranhenses e Jericoacoara. Daria para conhecer os 2 na mesma viagem? Como chegar e ir de um lugar ao outro? Descobri, então, que havia uma rota turística ligando esses destinos por água e terra, passando ainda pelo Delta do Parnaíba, com entrada/saída pelos aeroportos de São Luís e Fortaleza (ainda não havia possibilidade de entrada pelo aeroporto de Jeri): a Rota das Emoções.

Rota das Emoções é o nome dado ao circuito que envolve 3 paraísos naturais em 3 estados do Nordeste brasileiro: Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses (MA), Área de Proteção Ambiental do Delta do Parnaíba (PI) e o Parque Nacional de Jericoacoara (CE).

Há várias sugestões de roteiros envolvendo os 3 destinos, dependendo da quantidade de dias disponíveis e do interesse pessoal. Entrei em contato com algumas agências recomendadas no site da rota e, após muita pesquisa e troca de emails, acabamos escolhendo a Natur Turismo, de Parnaíba, o que se mostrou uma escolha acertada, com toda a assessoria antes e durante o trajeto de São Luis até Jericoacoara, trecho em que contratamos os serviços da empresa. Apesar da Natur também disponibilizar os hotéis, acabei reservando à parte, pelo booking, usando uma agência em Curitiba ou ligando diretamente aos hotéis, sempre em busca dos melhores valores e condições.

A decisão de contratar uma agência foi uma garantia de que faríamos todos os principais passeios, alguns privados, e todos os traslados necessários em um período de alta temporada. Você pode escolher fazer tudo por conta própria, adquirindo os passeios e traslados diretamente nos hotéis (as opções são muitas e há muita oferta de serviços), mas não quis correr esse risco sem ter conhecimento prévio da região. Apesar de, provavelmente, ter pago um pouco mais caro, gostei muito da escolha que fiz, pois ganhei muito tempo relaxando, não tendo que me preocupar em contratar passeios para o dia seguinte. A Natur, no dia anterior, por Whatsapp, me confirmava o roteiro e horários, sempre de forma impecável.

Nos posts seguintes detalho nossa viagem de 13 dias pela Rota das Emoções, que incluiu ainda alguns dias em Manaus, antes de voltarmos a Curitiba.

Fotos: Marcos Pereira

Trilha Morro Dois Irmãos – Paisagem com Aventura

Morro Dois Irmãos visto da Praia de Ipanema
Morro Dois Irmãos visto da Praia de Ipanema
Data da viagem: 03/2017

O que não faltam no Rio de Janeiro são vistas maravilhosas. As mais famosas são as do alto do Pão de Açúcar e do Corcovado. Como já fui em ambos várias vezes, procurei algo diferente para o final de semana na Cidade Maravilhosa. Optei pela vista do alto do Morro Dois Irmãos. Para chegar lá, diferente das famosas atrações, tem que ter espírito de aventura, exigindo um bom esforço, que é recompensado por um visual incrível e sentimento de vitória.

Fizemos o passeio com o pessoal da Trilha Dois Irmãos, com guias moradores do Vidigal, a um custo de R$ 69 por pessoa, que inclui a kombi até o início da trilha, no alto do Vidigal. O passeio compreende a trilha até o Morro Irmão Maior e um tour, a pé, pela comunidade.

Você até pode fazer a trilha por conta própria (subindo até o início da trilha com a kombi ou moto-táxi – algo em torno de R$ 6 ida e volta), como a maioria do pessoal faz, mas sugiro que só o faça se estiver com alguém da comunidade ou que já tenha feito a trilha anteriormente. Me senti muito seguro estando com o guia, principalmente no tour pela comunidade.

Tour agendado, nos encontramos com o guia em frente ao Hotel Sheraton, na Avenida Niemeyer, às 08:00 horas. Dali caminhada até a entrada do Vidigal (5 minutos), subir o morro de kombi (menos de 10 minutos) e seguimos para o início da trilha.

20170311_080315
Entrada do Vidigal. Ao fundo nosso destino: Morro Irmão Maior

Dica: compre água antes da subida, pelo menos 2 garrafinhas por pessoa. Você vai precisar e muito. Nos finais de semana você vai encontrar pessoal vendendo água na primeira parada (são duas) e no alto do morro, mas é melhor se prevenir.

20170311_081631
Subindo o Vidigal com a kombi

A trilha é informada como de fácil acesso, mas eu a classificaria como dificuldade média. Há alguns trechos bastante íngremes, que só se consegue vencer segurando nos galhos das árvores (vale para a descida também) ou com alguma ajuda, porém nada que alguém como eu, que pratica pouco exercício físico e com 50 anos, não possa superar. O problema foram os 3 dias seguintes, com dores intensas nas pernas. O esforço valeu muito a pena.

O passeio todo dura cerca de 4 horas. A trilha de 1,5 km leva cerca de 1 hora e 15 minutos para subir, incluindo as 2 paradas, praticamente obrigatórias, para descansar um pouco, observar o visual e muitas fotos.

Fotos de partes íngremes da trilha

 Fotos na primeira parada, após 10 minutos de caminhada

Praia de São Conrado e Pedra da Gávea
Praia de São Conrado e Pedra da Gávea
Favela da Rocinha
Favela da Rocinha

Fotos na segunda parada (mais 15 minutos de caminhada)

Pedra da Gávea e Favela da Rocinha
Pedra da Gávea e Favela da Rocinha

No alto do morro (mais 20 minutos de caminhada)

20170311_095022

Ao término da descida da trilha, passeio pela comunidade do Vidigal. O esforço físico não acabou. Prepare-se para escadas e mais escadas em cerca de 40 minutos de descida.

Fotos: Marcos Pereira

Trilhas dos Mananciais da Serra – Município de Piraquara

20161119_155017
Represa do Carvalho
Data do passeio: 11/2016

Em um final de semana por mês (geralmente o segundo final de semana, com exceção de janeiro), a cerca de 35 kms de Curitiba, junto ao Parque Estadual do Marumbi, na Serra do Mar, as trilhas para os Mananciais da Serra são abertas para visitação. A entrada e estacionamento são gratuitos.

O complexo Mananciais da Serra, mantido pela Sanepar, abriga o conjunto de reservatórios que abasteceram Curitiba a partir de 1908. Foi o primeiro sistema de captação e abastecimento público do Paraná, composto por 17 reservatórios interligados, que levavam água até o Reservatório do Alto São Francisco, na capital, através de uma adutora de 38 km. Curitiba recebeu água exclusivamente deste sistema até 1945, quando foi inaugurada a estação do Tarumã. Hoje abastece somente a Aldeia Indígena Araçaí, ao lado do complexo.

20161119_145217
Mapa com as trilhas

São 4 trilhas: da Chaminé, do Carvalho, do Salto e um pequeno desvio na trilha do Carvalho até a Gruta da Nascente. Para fazer todas as trilhas reserve 4 horas. Fiquei no local por cerca de 2 horas e 30 minutos e deixei de fazer a trilha da Chaminé, mas espero voltar para fazer e completar este post.

Dica: não há lanchonete no local. Levar água e lanche.

Trilha do Carvalho

A trilha do Carvalho mais o desvio até a Gruta da Nascente tem cerca de 2,5 km de extensão (ida) e é feita por uma estrada de terra. Tem subidas leves, mas a caminha é muito tranquila.

A atração da trilha é a Represa do Carvalho, o principal dos 17 reservatórios e um dos 2 liberados para visitação, junto com o reservatório Carvalhinho.

Na parte de trás da Represa do Carvalho há um acesso para o reservatório do Carvalhinho.

Os demais reservatórios, subindo a serra, fazem parte de um plano futuro e exigirá uma caminhada bem mais longa. Abaixo foto de um desses reservatórios, que fica um pouco adiante da Represa do Carvalho.

20161119_153421
Um dos reservatórios fora das trilhas de visitação

Desvio da Trilha do Carvalho até a Gruta da Nascente

Após visitarmos o Carvalho, fomos até a Gruta da Nascente, onde está localizada uma das nascentes do Rio Iguaçu.

Trilha do Salto

20161119_163530
Caixa do Salto

Por uma trilha de mata, bem conservada, de cerca de 1 km de extensão (ida), você chega à Caixa do Salto, uma represa de captação de água no Ribeirão do Salto.

No início da trilha está a Casa da Memória, que serviu de moradia aos trabalhadores que construiram as represas e foi destruida por incêndio há alguns anos.

Como chegar

A região é muito bonita e o caminho de Piraquara até o complexo já vale o passeio, passando pela Barragem Caiguava, na represa Piraquara 1 e no Centro de Educação Ambiental da Sanepar, onde há um mirante e outras trilhas que, assim como a trilha da Chaminé, ficarão para uma próxima visita.

Barragem Caiguava
Barragem Caiguava

O melhor caminho é ir até Piraquara e de lá seguir as placas do Caminho Trentino em direção aos Mananciais, passando pelo Posto da Guarda da Sanepar, Barragem Caiguava e Centro de Educação Ambiental. A partir daí são cerca de 5 kms até a entrada do complexo, mantendo a esquerda no primeiro entroncamento.

Google Maps: registrar Represa Carvalho Piraquara.

Waze: o local mais próximo que consegui registrar foi Centro de Educação Ambiental – Vila Fuck – Piraquara.

Site com datas de visita para 2016 (deve ser atualizado em breve com datas para 2017)

Horário: Sábados e domingos em um final de semana por mês,  com entrada das 08:30 às 16:00 horas. Às 17:30 os passeios são encerrados.

Fotos: Marcos Pereira

Croa do Goré: delicioso banho de rio em Aracaju

IMG_4960

Data da viagem: 09/2015

A cerca de 20 kms da Orla de Atalaia, na praia de Mosqueiro, às margens do Rio Vaza-Barris, está a Orla Pôr do Sol, ponto de saída para conhecer um dos principais pontos turísticos de Aracaju: a Croa do Goré.

Croa do Goré é um banco de areia do Rio Vaza-Barris que aparece durante a maré baixa, ficando visível por cerca de 5 a 6 horas, sendo este o melhor período do dia para visitá-lo, permitindo relaxar na areia ou aproveitar os guarda-sóis de palha disponíveis no local.  Todo o entorno da Croa é raso, permitindo caminhar e tomar banho em uma grande área. Mesmo quando a maré começa a subir, pode-se aproveitar o local por um bom tempo.

Procurei contato pela Internet e achei uma guia, a Gil, tel (79) 9981-6946, com quem troquei mensagens pelo Whatsapp para obter informações sobre os passeios. Ela me deu 2 opções para ir à Croa do Goré: lancha (R$ 25 por pessoa – mínimo de 4 passageiros) ou catamarã, com extensão do passeio até a Ilha dos Namorados (R$ 50 por pessoa). A lancha pode sair a qualquer horário, te deixa na Croa e combina um horário para ir buscar. O catamarã tem horário de saída (fomos às 09:00 horas) e o passeio dura cerca de 5 horas. Há passeios também na parte da tarde, voltando depois do pôr do sol.

Escolhemos o passeio de catamarã e fizemos a reserva para o dia seguinte.

Maiores informações sobre o passeio de catamarã abaixo (fotos tiradas no barco e na orla):

Estávamos de carro e levamos cerca de 25 minutos para ir da Orla de Atalaia até a Orla Pôr do Sol. Estacionamento fácil e gratuito. Nos encontramos com a Gil, que nos entregou os bilhetes para o barco. Como ainda tínhamos cerca de 30 minutos antes do barco sair, demos uma volta pela Orla para algumas fotos.

20150907_084812
Orla Pôr do Sol com Ponte Joel Silveira ao fundo
20150907_084957
Orla Pôr do Sol – prática de stand up paddle

A Orla do Pôr do Sol tem este nome porque, dizem, dali é possível a observação de um pôr do sol muito bonito, mas não tivemos a oportunidade de conferir. É procurado também para esportes náuticos.

Barco atracado, fomos autorizados a entrar e vimos que acertamos no passeio: barco novo, confortável, monitores divertindo os turistas, wifi (lento), um pequeno bar com petiscos e bebidas geladas, além de uma tripulação simpática e atenciosa.

20150907_085500
Catamarã Croa do Goré

A navegação até a Croa durou cerca de 30 minutos, com belas paisagens.

IMG_4953
Vista da parte de trás do barco
IMG_4957
Vista da parte da frente do barco
DCIM103GOPROG2694236.
Chegando na Croa do Goré

Quando chegamos à Crôa do Goré, a maré estava subindo, mas foi possível aproveitar bem nossa parada lá, de cerca de 1 hora e 20 minutos, caminhando e tomando um banho maravilhoso. No local funciona um bar flutuante, com bom atendimento e preços justos para bebidas e petiscos. O bar tem banheiro e fornece mesas e cadeiras.

DCIM103GOPROGOPR4232.
Croa do Goré – banco de areia ainda visível
DCIM103GOPROG2804352.
Vista da Croa com nosso barco do lado esquerdo
DCIM103GOPROGOPR4368.
Maré subindo
DCIM103GOPROGOPR4369.
Bar flutuante ao fundo
DCIM103GOPROGOPR4374.
Nosso barco ao fundo

20150907_103541

20150907_103519_001

Deixamos a Crôa do Goré em direção à Ilha dos Namorados (30 minutos navegando).

IMG_4968
Saindo da Croa do Goré
IMG_4974
Croa do Goré ao fundo
IMG_4979
Manguezais

No caminho passamos sob a ponte Joel Silveira, que liga Aracaju ao município de Itaporanga D’ajuda.

IMG_4985
Ponte Joel Silveira

A Ilha dos Namorados também é banco de areia, bem maior que a Croa do Goré, no encontro do Rio Vaza-Barris com o mar.  Aqui não há problemas com a maré – a Ilha dos Namorados está sempre visível.

IMG_4996
Chegando na Ilha dos Namorados

Na ilha há uma estrutura bem legal, conforme mostram as fotos abaixo e é toda montada pelos proprietários do catamarã, especialmente para os passageiros da embarcação. Não se preocupe em sair rápido do navio, pois há lugar com folga para todos.

IMG_4997
Chegada na Ilha dos Namorados
IMG_5007
Bóias para as crianças

Dica: normalmente aqui você estará com um pouco de fome e, se quiser comer algo antes do retorno, é a hora de pedir, pois o bar é pequeno e os petiscos demoram muito para sair.

Passamos aqui 2 horas entre caminhadas e banhos do mar, além de relaxar tomando uma cervejinha gelada.

DCIM103GOPROGOPR4450.
Barco ao fundo
DCIM103GOPROGOPR4466.
Pequenas “lagoas” na Ilha dos Namorados

IMG_4998

20150907_122614

20150907_122615

IMG_5001

No caminho de volta (cerca de 30 minutos de navegação) aproveitamos novamente o bonito visual.

IMG_5014
Deixando a Ilha dos Namorados
IMG_5015
Ponte Joel Silveira
IMG_5018
Pessoal curtindo às margens do rio
IMG_5035
Chegando na Orla Pôr do Sol

Após desembarcar, sugiro 2 programas: aproveitar um dos restaurantes ou bares ao redor da Orla e aguardar o pôr do sol ou aproveitar o resto da tarde em uma das barracas no caminho de volta ao hotel (veja dicas de barracas aqui).

No final da viagem, conversando com a proprietária do barco, ficamos sabendo que trata-se da mesma empresa que faz os passeios para o Cânion do Xingó (post em breve).

Veja também:

O que tem para fazer em Sergipe?

Centro Histórico de Aracaju

Fotos: Marcos Pereira

Centro Histórico de Aracaju

Data da viagem: 09/2015

Apresento um roteiro de cerca de 4 horas, baseado em minha própria experiência, para visitar as principais atrações do Centro Histórico de Aracaju.

Fui de carro alugado, saindo da Orla de Atalaia, e deixei o carro  em um dos vários estacionamentos próximos ao Mercado Municipal (depois descobri que poderia ter estacionado gratuitamente no Museu da Gente Sergipana – coisa de turista amador) :( . Fiz uma parada antes, no Mirante 13 de Julho e outra depois, na Colina de Santo Antônio. Este roteiro pode ser feito facilmente com ônibus e/ou táxi.

Mirante 13 de Julho 

Cerca de 7 km da Orla de Atalaia, foi nossa primeira parada, a caminho do Centro Histórico. Há algumas vagas para estacionar em frente ao Mirante, gratuitas. A entrada no Mirante também é gratuita e para chegar no topo é preciso vencer 54 degraus (não há outra forma de subir). Por não ser muito alto, oferece uma vista apenas razoável do Rio Sergipe, seu encontro com o mar e da área de mangues em volta.  Pode-se apreciar também os prédios da região e, ao longe, Atalaia.

No local também funciona um centro de informações turísticas. Aproveite para pegar um mapa e tirar dúvidas. O Mirante fica no Calçadão da 13 de Julho, frequentado pelos aracajuanos para caminhadas e prática de esportes. Uma boa parte do Calçadão estava em obras.

20150909_143433
Mirante 13 de Julho

Calçadão da Rua João Pessoa

Carro estacionado 3 km adiante, próximo ao Mercado Municipal Antônio Franco, começamos nossa caminhada, ida e volta, de cerca de 3 km. Vamos em direção à Praça Fausto Cardoso, através da Rua João Pessoa. Cerca de 3 quadras antes da Praça e terminando nela, começa o Calçadão da Rua João Pessoa, local de grande concentração de comércio local, somente para pedestres, muito movimentado.

Calçadão da Rua João Pessoa
Calçadão da Rua João Pessoa

Capela São Salvador

Inaugurada em 1856, na esquina da Rua João Pessoa com Rua Laranjeiras, fica a Capela São Salvador, Patrimônio Histórico e Artístico de Aracaju. Não constava em nosso roteiro original, mas não pudemos deixar de entrar na bonita igreja que apareceu em nosso caminho.

20150909_111910
Capela São Salvador
20150909_111945
Interior da Capela São Salvador

Praça Fausto Cardoso

Chegando na praça Fausto Cardoso, começamos a perceber que, em contraste ao que vimos na Orla de Atalaia, muitos monumentos do Centro de Aracaju não estão sendo bem cuidados, como, por exemplo, os coretos da praça. E isto é uma pena, pois o Centro Histórico de Aracaju é bonito.

Veja post sobre a Orla de Atalaia

A Praça Fausto Cardoso, de frente para o Rio Sergipe, é uma das 3 grandes praças do centro de Aracaju. As outras duas são as praças Almirante Barroso e Olímpio Campos, que ficam nas quadras de trás da Praça Fausto Cardoso. Na praça Olímpio Campos (a terceira) está a Catedral de Aracaju. Ao redor destas praças estão vários prédios históricos que abrigam, entre outros, a prefeitura, câmera de vereadores, assembléia legislativo e outros órgãos dos governos estadual e municipal.

20150909_112818
Um dos 2 coretos da Praça Fausto Cardoso
20150909_113001
Praça Fausto Cardoso
20150909_113853
Praça Fausto Cardoso vista da Ponte do Imperador

Palácio Olímpio Campos

Antiga sede do governo de Sergipe e residência dos governadores, atualmente é um museu de artes. Localizado entre as praças Almirante Barroso e Fausto Cardoso, de frente para esta.

Não chegamos a visitar o museu no interior do Palácio Olímpio Campos.

20150909_112702
Palácio Olímpio Campos

Ponte do Imperador

Ancoradouro construído para receber o barco que traria o Imperador Dom Pedro II para uma visita a Aracaju, em 1860, hoje é um importante ponto turístico da capital sergipana. Outro monumento mal conservado e frequentado por mendigos, infelizmente.

Localizada no Rio Sergipe, de frente para a Praça Fausto Cardoso.

20150909_113104
Ponte do Imperador vista da Praça Fausto Cardoso
20150909_113445
Ponte do Imperador
20150909_113306
Ponte João Alves, entre Aracaju e Barra dos Coqueiros, vista a partir da Ponte do Imperador

Museu da Gente Sergipana :)

Nossa última parada no caminho de ida de nosso tour a pé pelo Centro de Aracaju foi uma grata surpresa. Já tínhamos ouvido falar muito bem deste museu, o que pudemos comprovar durante nossa breve visita por suas salas. Além de tudo, é gratuito. Está localizado de frente para o Rio Sergipe, na Rua Ivo do Prado.

Totalmente interativo, foi projetado pelo mesmo designer que projetou o Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo. O objetivo é que o visitante conheça um pouco da fauna, flora, economia e cultura sergipana. Ouça histórias, faça compras em uma venda, cante, jogue amarelinha, enfim, divirta-se aprendendo um pouco mais sobre o estado maravilhoso que é Sergipe. Atrai visitantes de todas as idades.

Todas as salas contam com estudantes universitários como monitores.

Possui também exposições temporárias.

Aproveite para tomar um café ou lanchar no charmoso Café da Gente, no interior do museu.

Ficamos um pouco menos que uma hora, mas foi pouco. Sugiro pelo menos 2 horas.

Não confundir com o Museu do Homem Sergipano, museu de arqueologia que fica próximo, mas estava fechado devido a problemas na infraestrutura do prédio.

DCIM104GOPROG3204834.
Museu da Gente Sergipana – Entrada
20150909_121106
Museu da Gente Sergipana – Interior
20150909_120955
Café da Gente

Catedral

Após sairmos do Museu da Gente Sergipana, é hora do caminho de volta do tour a pé, que fizemos pela Rua Itabaiana, 2 quadras atrás do Museu. Nossa primeira parada foi a Catedral de Aracaju. Localizada na Praça Olímpio Campos, é bonita, mas também precisa de reparos.

20150909_131542
Catedral de Aracaju
20150909_130309
Interior da Catedral
20150909_130255
Detalhe da coluna – reparos urgente

Centro de Turismo e Comercialização Artesanal

Localizado próximo à Catedral, abriga lojas que vendem artesanato, um centro de informações turísticas e um pequeno shopping. O prédio também está mal conservado. Artesanato também pode ser encontrado no Mercado Municipal.

20150909_130737
Centro de Turismo e Comercialização Artesanal

Mercado Municipal Antônio Franco

Mais famoso dos 3 mercados contíguos de Aracaju, o Antônio Franco é voltado à comercialização de artesanato, sendo o mais turístico deles. Ali se encontra também um restaurante bastante procurado por turistas, o Caçarola. O Mercado Thales Ferraz se dedica, além de artesanato, a produtos gastronômicos (queijo, tapioca, mel, etc.) e o mais novo deles, o Governador Albano Franco, a hortifrutigranjeiros. Em volta dos mercados, todo tipo de comércio pode ser encontrado.

20150909_133349
Entrada do Mercado Antônio Franco
20150909_133445
Interior do Mercado Antônio Franco
20150909_134426
Mercado Thales Ferraz, com o relógio do Mercado Antônio Franco ao fundo

Colina e Igreja de Santo Antônio

A menos de 2 km do Mercado Antônio Franco, a colina de Santo Antônio é o ponto mais alto de Aracaju e local de fundação da cidade. Lá está a pequena e bonita Igreja de Santo Antônio. A igreja estava fechada, mas foi possível ver seu interior através da grade da porta. Tem uma boa vista da cidade, do Rio Sergipe e da ponte para Barra dos Coqueiros.

Fácil de estacionar ao lado da igreja. Foi nossa última parada neste passeio antes de retornarmos para o hotel na Orla de Atalaia.

20150909_141348
Igreja de Santo Antônio
20150909_141433
Vista da ponte para Barra dos Coqueiros
20150909_141439
Vista da cidade
20150909_141524
Interior da Igreja de Santo Antônio

Veja post sobre as praias de Aracaju

Croa do Goré: delicioso banho de rio em Aracaju

Veja post sobre Sergipe

Fotos: Marcos Pereira

Qual o prato típico de Curitiba?

Carne de Onça
Carne de Onça – Mercearia Fantinato
Publicado em : 03/2016
Atualizado em: 10/2017

 

Há alguns anos, se você perguntasse a um curitibano, inclusive eu, qual o prato típico de Curitiba,  haveria grandes chances de receber como resposta o Barreado. O Barreado é um prato com diversas carnes temperadas, cozidas até desfiar, geralmente servido com farinha de mandioca (misturar até ficar bastante consistente), rodelas de banana-da-terra e arroz. Apesar de adorado pelos curitibanos e presente em restaurantes de Curitiba, o Barreado é um prato típico do litoral do Paraná e vamos deixar a briga sobre sua origem com as cidades de Antonina e Morretes.

Nos últimos anos vem ganhando força, e eu concordo, a divulgação da Carne de Onça como principal prato típico de Curitiba. Carne de Onça? Jura? Mas pode? Escutei muitas dessas perguntas quando tocava no assunto. Carne de Onça não tem nada a ver com o felino. Trata-se de carne bovina crua (geralmente patinho) processada e temperada com alho, cebola, cheiro verde, condimentos, conhaque e muito azeite de oliva, servida com broa ou pão preto, mostarda escura e manteiga.  As receitas podem variar, dependendo do bar, misturando, inclusive, ovo cru, para “dar liga”. O nome Carne de Onça, dizem, vem do hálito adquirido após seu consumo.

Você encontra a Carne de Onça em muitos bares de Curitiba. Entre as várias que experimentei, a que eu mais gosto é a servida na Mercearia Fantinato, preparada aos olhos do cliente. Isto certamente vai gerar discussão, pois há muitos locais onde a iguaria é elogiada. Há concursos para se escolher a melhor Carne de Onça de Curitiba. Veja este artigo do site da Gazeta do Povo sobre um dos concursos.

A Carne de Onça tem sua origem em um prato da culinária germânica, chamado de Mett ou Hackepeter (aportuguesado, Racapeta) que, ao contrário da Carne de Onça, é feito com carne suína. No sul do Brasil, principalmente na região de Blumenau, você encontra o prato Hackepeter, mas com carne bovina e geralmente misturando ovo cru (nada mais, nada menos que a nossa Carne de Onça).

Vir a Curitiba e não experimentar a Carne de Onça é como ir a Roma e não ver o Papa. É bom, mas não vai ficar completo.

Em alguns bares de Curitiba você também pode encontrar a Carne de Urso, que leva Linguiça Blumenau na receita. Linguiça Blumenau é um embutido de carne suína, também servida crua, com sabor marcante, oriundo de Santa Catarina. Veja aqui.

Há outros pratos em Curitiba que podem ser chamados de pratos típicos, como receitas que levam pinhão e o já famoso pão com bolinho. Bolinho? Sim, bolinho de carne, que o Curitibano adora. Aliás, colocar salgados dentro do pão é algo comum em Curitiba, sendo minha lembrança mais antiga o X-Pastel e o X-Montanha, do seu Zé (já falecido) e do Álvaro, proprietários da Lanchonete Montesquieu, perto da UTFPR (antigo Cefet), aberto até hoje fechado recentemente (dizem que o Álvaro está procurando novo local) e muito frequentado pelos estudantes da universidade. X- Pastel leva risoles no lugar do hamburguer e no X-Montanha ambos estão presentes.

Há festivais de pão com bolinho em Curitiba. Veja este post ou esta notícia.

Adoro bolinho de carne e já comi em vários lugares, sendo o meu preferido o do Bar do Pudim.

E você curitibano? Concorda comigo? Carne de Onça é o principal prato típico de Curitiba? Deixe sua opinião e me ajudem a atualizar este post.

Foto: Marcos Pereira

Praias de Aracaju

São cerca de 22 km de litoral entre a foz do Rio Sergipe e a foz do Rio Vaza-Barris. Uma única praia com boa faixa de areia que recebe vários nomes no caminho (de norte a sul), entre elas: Coroa do Meio, Artistas, Havaizinho, Atalaia, Aruana, Robalo, Refúgio, Náufragos e Mosqueiro.

Podemos dizer que as praias Coroa do Meio, Artistas, Havaizinho e Atalaia ficam praticamente na Orla de Atalaia, local mais conhecido de Aracaju, onde está o agito e vários pontos turísticos.

Veja post sobre a Orla de Atalaia

As demais praias são acessíveis pela Rod. Pres. José Sarney, que margeia o litoral de Aracaju a partir de Atalaia. Todas as praias são boas para banho. Os turistas e os aracajuanos que querem um pouco mais de conforto vão para as maiores barracas, mas há barracas para todos os gostos. Pode-se estacionar ao longo da rodovia ou então deixar o carro mais próximo da areia para aproveitar a praia da sua maneira, já que muitos pontos das praias não tem qualquer infraestrutura e o jeito é levar cadeira, guarda-sol, comida e bebida.

Veja post sobre outras praias de Sergipe (em breve)

Fomos a 2 das principais barracas (Paraíso do Baixinho e Parati), recomendadas pelo pessoal do hotel, chegando por volta das 09:00 e saindo por volta das 14:30 (como em todo o Nordeste, o pessoal começa a voltar cedo para casa) em 2 dias que escolhemos para relaxar um pouco na praia. Fomos de carro alugado, mas muitos turistas vão de táxi. Gostamos da infraestrutura e atendimento de ambas, preço normal, cerveja gelada e comida razoável. Locais tranquilos para curtir um bom dia de sol.

As barracas não exigem consumo mínimo e é comum o pessoal sentar, pedir bebida e ir embora, talvez até para almoçar em casa.

Fotos da Barraca Paraíso do Baixinho

paraiso do baixinho1

paraiso do baixinho3

paraiso do baixinho2

Fotos da Barraca Parati

parati1

parati2

parati3

Dicas:

  • as melhores barracas de praia ficam longe do agito da Orla de Atalaia
  • se quiser comer o prato quente, peça para servirem na parte coberta das barracas

O que tem para fazer em Sergipe?

Centro Histórico de Aracaju

Croa do Goré: delicioso banho de rio em Aracaju

Fotos: Marcos Pereira

Orla de Atalaia

Arcos da Orla de Atalaia
Arcos da Orla de Atalaia – cartão postal de Aracaju, lindo à noite
Data da viagem: 09/2015

Ficamos hospedados no Celi Hotel :) , bem localizado na Orla de Atalaia, reservado através do Booking.

A praia de Atalaia é a mais conhecida de Aracaju (não confundir com a praia de Atalaia Nova, que fica no vizinho município de Barra dos Coqueiros, no outro lado do rio Sergipe), com bons hotéis e restaurantes, o famoso agito da Passarela do Caranguejo e várias atrações turísticas. Próxima ao aeroporto (4 km) e praia mais perto do centro (9 km), é porta de saída para as praias do sul de Sergipe e com fácil acesso às principais rodovias.

Lagos artificiais
Lagos artificiais

Cartão postal de Aracaju, sua orla, com 6 km de extensão, é considerada uma das mais bonitas do país, com uma estrutura diferente das outras capitais nordestinas, tendo uma boa distância entre a avenida e o mar, com calçadão, lagos artificiais, kartódromo, várias quadras esportivas, ciclovia, pista de skate, restaurantes, parques infantis, Oceanário, além de uma extensa faixa de areia. Tudo muuuiiiito bem cuidado, contrastando com o Centro Histórico.

Veja post sobre o Centro Histórico de Aracaju

20150906_171336A
Uma das passarelas entre a avenida e a praia

Pude perceber que a praia de Atalaia é bastante frequentada pelos aracajuanos no final de semana, provavelmente pelo fato de fácil acesso de ônibus. As melhores barracas de praia estão localizadas em outras praias, onde acabamos passando nossos dias de relax.

Veja post sobre as praias de Aracaju

Mundo Maravilhoso da Criança
Parque infantil Mundo Maravilhoso da Criança – brinquedos gratuitos 24 horas e brinquedos pagos

Achamos a região muito segura e caminhamos tranquilamente, inclusive à noite, sem maiores problemas.

Passarela do Caranguejo

Concentração de bares e restaurantes na ponta sul da Orla de Atalaia (não tem como errar, pois há um caranguejo enorme guardando o local), é o agito da região e ponto de encontro dos turistas e locais, principalmente próximo ao Cariri, restaurante mais famoso. Música ao vivo e gastronomia local para todos os bolsos.  Há opções também para quem quer um pouco mais de sossego.

Roteiro para Orla de Atalaia

Estando hospedado na região, caminhe pela orla um pouco todos os dias. Vá à Passarela do Caranguejo à noite para jantar e curtir o agito. Caso fique poucos dias, uma manhã é suficiente para andar por tudo.

Sequência de atrações

De norte a sul, para facilitar localização, sequência das principais atrações e alguns pontos de referência na Orla de Atalaia:

  • Farol da Coroa do Meio
  • Restaurante República dos Camarões
  • Passarela do Artesão (foto com o nome da cidade)
  • Lagos e Oceanário
  • Kartódromo
  • Mundo Maravilhoso da Criança
  • Hotel Celi
  • Monumento dos Formadores de Nacionalidade
  • Arcos da Orla de Atalaia
  • Monumento aos Intelectuais e Escritores Sergipanos
  • Passarela do Caranguejo
Monumento
Monumento dos Formadores de Nacionalidade – homenagem a 10 grandes personagens brasileiros, como Tiradentes, Princesa Isabel, JK e Getúlio Vargas. Estátuas em Bronze
Monumento
Monumento aos intelectuais e escritores sergipanos – homenagem a 10 personagens sergipanos. Estátuas em Bronze

Dicas para Orla de Atalaia:

  • em Aracaju hospede-se em um hotel da região
  • não deixe de ir na Passarela do Caranguejo à noite curtir o agito
  • tire uma foto nos Arcos da Orla de Atalaia, principal cartão postal da região
  • indicamos os restaurantes República dos Camarões e Pitú com Pirão da Eliane (fomos 2 vezes), além do açaí, escondidinho e pestiscos do Açaí Aju (2 endereços na Orla)
Passarela do Artesão
Passarela do Artesão

Croa do Goré: delicioso banho de rio em Aracaju

Fotos: Marcos Pereira

O que tem para fazer em Sergipe?

20150913_093022A

Data da viagem: 09/2015

Com uma semana de folga :) no início de setembro, aproveitando os feriados de Curitiba, chega a hora de escolher um destino. Viagem do casal. Queríamos certeza de calor (curitibano foge do frio) e o Nordeste veio à mente, apesar do risco de alguma chuva. Porque não escolher um estado que não conhecíamos? Boa idéia 👍. Ficamos então entre Sergipe, Maranhão e Piauí. Pesquisando preços, Sergipe era a melhor opção. Mas o que fazer em Sergipe? Certamente tem praias bonitas, mas só isso? Aracaju tinha algo diferente para se ver? Tínhamos ouvido falar, quando fomos a Maceió fazer o passeio na Foz do Rio São Francisco, que os Cânions entre Sergipe e Alagoas eram muito bonitos. Ficava longe de Aracaju? É, Turista Amador, “bora” pesquisar na Internet.

Sergipe é um estado pequeno, mas com um grande diversidade. Escolhemos o que queríamos fazer, com uma certa ordem de prioridade, mesclando história, praia, paisagem e dias de relax. Só reservamos hotel e carro. O espírito da viagem foi de aproveitar o máximo possível, mas sem exageros. Não conseguimos ir a todos os lugares listados (coisa de turista amador) deixando um gostinho de quero mais. Queríamos mais? Então foi bom? Foi ótimo :) e temos intenção de voltar para conhecer o resto do estado e também reviver alguns locais com mais detalhes.

Nos próximos posts tentarei descrever a experiência desta viagem a um estado ainda não tão explorado pelos turistas do sul, mas amado pelos que lá passaram. Os baianos também adoram ir. Descobriram primeiro que nós.

Orla de Atalaia

Praias de Aracaju

Centro Histórico de Aracaju

Croa do Goré: delicioso banho de rio em Aracaju

Dicas:

  • vá a Sergipe sem medo de errar
  • em uma só viagem pode-se conhecer 3 estados: Sergipe, Bahia e Alagoas
  • setembro é um bom mês para visitar a região. Tente fugir da temporada

Foto: Marcos Pereira